domingo, 21 de outubro de 2007

Renascimento

Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então predominante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade. Platão, Aristóteles, Virgílio, Sêneca e outros autores greco-romanos começam a ser traduzidos e rapidamente difundidos.

Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo. O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana.
Fonte:http://www.historianet.com.br/

Renascimento

Arte Medieval Romântica e Gótica

Idade Média
“Para o espírito da Idade Média a religião já não pode tolerar a arte existindo pelo próprio direito, sem considerações de credos, como também não pode tolerar uma ciência autônoma. [...] O seu caráter didático é a mais típica característica da arte cristã, [...] veículo de doutrinação”.
Arnold Hauser

Considerada desde o Renascimento como período obscurantista e decadente, situado entre a antiguidade e o Renascimento, só em meados do século XIX a Idade Média passou a ser entendida como etapa necessária da história da civilização ocidental. Durante cerca de um milênio, a Europa medieval passou por lentas mudanças econômicas e políticas que, no entanto, prepararam o caminho da modernidade. Chama-se Idade Média o período da história européia compreendido aproximadamente entre a queda do Império Romano do Ocidente e o período histórico determinado pela afirmação do capitalismo sobre o modo de produção feudal, o florescimento da cultura renascentista e os grandes descobrimentos.

Arte Românica (séc. XI e XII)

A arte românica se consolida no auge do feudalismo na Idade Média. O poder da igreja católica domina e centra todo o conhecimento, inclusive o da arte.
Na pintura encontramos a ausência de assuntos profanos, sendo um meio de catequização. As grandes pinturas murais se caracterizavam pela deformação (visando representar uma doutrina hierárquica) e pelo colorismo (planificação da imagem negando o volume, o corpo).
Arte Gótica (séc. XII)

A arquitetura
expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas.
A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV.
Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja.
As catedrais góticas mais conhecidas são: Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.
Iluminura é a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada, ou então é um privilégio da quase mítica China). O desenvolvimento de tal genero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica, os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis.
Durante o século XII e até o século XV, a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Ao realizar essa tarefa, deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto..
Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava, pois destinava-se aos poucos possuidores das obras copiadas, a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena, que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.
A pintura gótica desenvolveu-se nos séculos XII, XIV e no início do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura o realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste.
Fonte:http://www.historiadaarte.com.br/artegotica.html

Arte na Idade Média Romântica e Gótica.

Bloco 2/5- Passeio pela História da Arte( Pré-história, Egito, Grécia e Roma)

Um passeio pela História da Arte
"A arte é um encontro contínuo e reflexivo com o mundo em que a obra de arte, longe de ser o ponto final desse processo, age como iniciador e ponto central da subseqüente investigação do significado.”
Michael Archer

A Arte na Pré-história (30.000 aC)
A impressionante história da humanidade contada através da arte, isso mesmo, para quem pensava em arte como as visões de quadros elaborados e técnicas complicadas, certamente se surpreenderiam em saber que a milhões de anos antes de Cristo e antes até mesmo da escrita os homens já retratavam seu cotidiano através da arte. Seja na Europa e ou na América, os registros em pedras é algo não tão incomum. Esses registros tratavam, basicamente em retratar a natureza em geral, animais e plantas do modo como observavam, as cores que utilizavam proviam do materiam que tinham à mão, como o carvão, argila, vegetais, sangue e ou gordura de animais. Essas expressões simples eram feitas nas paredes das cavernas, a figura humana apareciam em esculturas simbolizando a fertilidade.

A arte no Egito (3.200 a c.)
A misteriosa civilização egípcia é conhecida por sua complexidade nas artes e ciências em geral.
Toda a arte deste povo é orientada pela religião, com o ideal de imortalidade caracterizando uma arte mortuária (feita e destinada a ser enterrada com os mortos).
A pintura obedecia a regras rígidas, como a Lei da Frontalidade. Por exemplo: na figura humana o tronco era sempre de frente e a cabeça, pernas e pés de perfil. As imagens narrativas eram criadas no sentido de dar continuidade à vida em outro plano.
Na escultura havia uma grande produção de objetos do cotidiano, estatuetas e vasos, que eram destinados a serem colocados com os mortos, bem como a construção de sarcófagos .A pedra era um dos materiais mais utilizados devido a sua alta resistência e permanência. As figuras eram esculpidas em posições imóveis (sentadas ou paradas), demonstrando estabilidade e constância. Na arquitetura também observamos obras destinadas à morte, como o caso das pirâmides que eram os túmulos dos faráos. As mais famosas são: Quéops, Quéfren e Miquerino.

A arte na Grécia (séc. XII aC.)
“No Egito, a arte se destina a ser enterrada com os mortos. Na Grécia, ela é colocada em praça pública para os vivos. E em vez da divinização do homem, dá-se na Grécia a humanização dos deuses”. Fayga Ostrower
Dos povos da Antigüidade, os que apresentaram uma produção cultural mais livre foram os gregos.
A arte grega sofreu influência direta da arte egípcia devido a fatores geográficos. Mas não se submeteu às imposições de sacerdotes ou de reis autoritários. Os gregos valorizaram especialmente as ações humanas, na certeza que o homem era a criatura mais importante do universo. Assim, o conhecimento, através da razão, esteve sempre acima da fé em divindades.
Se caracterizava pelo ideal de perfeição e do belo em todos os sentidos inclusive nos utensílios domésticos.

A Arte em Roma (753 aC - 476 dC)
A cultura romana se constituiu da diversidade dos vários povos dominados durante o Império Romano.Podemos destacar duas influências marcantes: da arte etrusca – popular, prática, voltada à realidade vivida, e da arte grega – orientada pelo ideal de beleza e pela mitologia.O aspecto dominador e guerreiro dos romanos está impresso em sua arte.

Abaixo ilustrações sobre estes períodos:

Um passeio pela História da Arte

Bloco I -Temática 3 e 4- Meu resumo

O ensino da arte numa concepção contemporânea deve ser eclético e pluralista em sua mistura de formas culturais diversas.
Para Barbosa, “Multiculturalidade não é apenas fazer cocar no ‘Dia do Índio’, nem tampouco fazer ovos de Páscoa ucranianos ou dobraduras japonesas ou qualquer outra atividade clichê de outra cultura”.
Uma proposta de ensino multicultural deve preocupar-se em compreender os objetos estéticos dentro de sistemas simbólicos culturais mais amplos, dando lugar às abordagens contextualistas, instrumentalistas e interdisciplinares para o estudo da arte. Obras de arte, nesta perspectiva, são representações sociais, portanto, constitutivas de visões de mundo de determinados grupos sociais (Hernández, 2000).

Para Barbosa uma proposta de ensino da arte numa visão multicultural desmentiria muitos preconceitos culturais que só reforçam o código hegemônico, como por exemplo a idéia de que a melhor Arte é a produzida pelos europeus e a idéia de que a pintura a óleo e a escultura em mármore são as mais importantes formas de Arte.
Outra idéia preconceituosa de que a melhor Arte tem sido produzida por homens também seria desmentida se a contextualizássemos em relação ao papel secundário que as sociedades têm determinado para as mulheres, assim como, a diferença hierárquica entre artesanato e Arte, seriam contestadas se analisássemos o valor dos saberes dos pobres e dos ricos auferido pela cultura dominante.


Nesse sentido, propor atividades, como identificar as formas de Arte que importam em uma variedade de culturas, seria uma estratégia que poderia levar a uma educação multiculturalista que permitiria ao aluno lidar com a diferença de modo positivo na Arte e na Vida.Nesta direção estaríamos construindo um ensino da arte como um poderoso instrumento para revitalizar e resgatar a identidade, a diversidade e as
singularidades culturais. Estaria também se propondo a rejeitar a sonegação cultural e a lutar para romper as históricas barreiras criadas em torno deste campo, através de uma concepção de arte-educação multicultural e crítica que nos remeterá necessariamente à educação para a cidadania, entendida como um exercício de viver compartilhado e democrático, considerando a diversidade humana.