Fascinada com o tema no mínimo controverso, a respeito da adoção de cotas raciais pelas universidades brasileiras, comecei a investigar mais sobre 0 assunto.
Primeiro veio a questão: o uso da palavra RAÇA, o termo é ou não pejorativo? Podemos classificar as diferentes características humanas como raças?
Segundo o texto Desiguais perante a lei Demétrio Magnoli, a Genética provou que a espécie humana não se divide em raças.
Sabemos que relativamente nova a questão da identificação pelo DNA e a constatação pelo famoso projeto Genoma Humano comprova que todos somos diferentes e não há separação da espécie.
Outra fala do sociólogo Demétrio, que penso ser muito forte:
As “raças humanas” foram inventadas pelo racismo. O racismo “científico” desenvolveu-se no século XIX, oferecendo solução para o problema (que não existia antes do Iluminismo) de justificar a escravidão e a opressão colonial num mundo impregnado pela noção da igualdade natural entre os seres humanos. A fraude científica do racismo permitia conciliar a idéia de que “todos nascem livres e iguais” com a convicção da inferioridade intelectual de negros, ameríndios ou amarelos.
Penso que se foram inventadas a nomenclatura RAÇA ou não, para mim é menos importante que um sentimento incutido de dívida para com os descendentes africanos. Uma culpa que nem sabia que deveria sentir e às vezes sentia culpa por não me sentir culpada.
Mas deveria mesmo sentir?Assim como devo culpar-me pela casa que possuo enquanto tantos moram nas ruas? Quem sabe então devo culpar-me pelo carro que suadamente paguei em 48 prestações enquanto milhões andam em ônibus???
Definitivamente não!!!!
Daí fico pensando (nossa quanta reflexão nesta noite) que tipo de história estamos contando aos nossos alunos? Aquela mesma que contaram para nós? Está na hora de começarmos a investigar melhor, refletir...Nunca as informações estiveram tão ao nosso alcance. Vale a pena pesquisar para não sermos meros reprodutores de uma visão, distorcida dos fatos
EM ANEXO LINK AO DEBATE MENCIONADO NO POST ANTERIOR, SOBRE ADOÇÃO DE COTAS EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS, NA TV BANDEIRANTES 08/05/2009
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http://www.band.com.br/canallivre/videos.asp
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Maravilhoso debate na tv
Lastimo muito não ter sabido do tema do Programa Canal Livre transmitido pela Band na noite do dia 10 de maio a respeito das cotas nas universidades brasileiras.
Assisti aos minutos finais e se houver reprise por favor não deixem de ver.
Uma aula maravilhosa de história do sociólogo Demétrio Magnoli.
O debate acolarado entre os que estão a favor e contra as cotas o tornaram emocionante.
Uma fala do sociólogo que registrei bem foi a respeito da escravidão:
"Quando se fala em escravidão nas escolas temos que ter muito cuidado para não parecer que uma raça escravizou outra, mesmo porque quando os portugueses trouxeram os negros africanos para o Brasil foram porque estes foram comprados de reis igualmente negros da África. Então a escravidão não pode ser visto sob o enfoque racial, mas sim econômico, quem tinha dineiro comprava inclusive pessoas."
Gostei tanto do que ele falou que fui procurar mais e achei:
Para o sociólogo Demétrio Magnoli, que é contrário ao projeto, são aceitáveis apenas cotas provisórias para os alunos da escola pública. Segundo ele, isso deve ser feito em caráter emergencial, por causa da disparidade atual entre a qualidade do ensino público e privado. Entretanto, o sociólogo afirma que somente o investimento na melhoria da qualidade da escola pública e a ampliação no número de vagas das universidades públicas podem democratizar o acesso ao ensino superior.Sobre as cotas raciais, ele considera que elas representam a "introdução do conceito de raça na lei, um conceito que não existe na biologia, mas que pode ser incluído na legislação por motivos políticos". Magnoli teme que a inclusão do conceito de raça na legislação possa estimular "processos de ódio racial de massa".
Retirado:
domingo, 3 de maio de 2009
Parceria
Neste feriado do Dia do Trabalhador, muitos de nós descansamos e ou estudamos, mas para um grupo de pais da escola em que trabalho foi dia de mutirão.
Na reunião de pais de início de ano, um dos assuntos a tratar com os pais era a respeito da precariedade em que estava nossa sala e lançamos a proposta para a pintarmos.
Pois bem, proposta lançada e em poucos dias conseguimos as tintas não só para as paredes de alvenaria, mas também para o forro de madeira, pincéis, rolos e uma equipe de pais para pintar.
O dia escolhido foi o feriado para que pudesse haver mais tempo para dissipar o cheiro.
Eram 8horas e 30minutos quando começaram a chegar e logo o trabalho começou, uma pausinha para o almoço e recomeçamos. Ás 17 horas e 30 minutos tudo estava pintatinho e arrumado. Uma beleza!!!
Na reunião de pais de início de ano, um dos assuntos a tratar com os pais era a respeito da precariedade em que estava nossa sala e lançamos a proposta para a pintarmos.
Pois bem, proposta lançada e em poucos dias conseguimos as tintas não só para as paredes de alvenaria, mas também para o forro de madeira, pincéis, rolos e uma equipe de pais para pintar.
O dia escolhido foi o feriado para que pudesse haver mais tempo para dissipar o cheiro.
Eram 8horas e 30minutos quando começaram a chegar e logo o trabalho começou, uma pausinha para o almoço e recomeçamos. Ás 17 horas e 30 minutos tudo estava pintatinho e arrumado. Uma beleza!!!
Engana-se ao pensar que esta atividade se limitou a pintura de uma sala de aula, ali houve sentimento de cooperação, valorização do patrimônio público, respeito, pais de turnos diferentes que raramente se encontrariam, ficaram lado a lado por um mesmo objetivo, houve integração!
Naquela sala estavam pais, professores e alunos juntos e iguais.
Então percebo o quanto é possível transformar a educação: acredito que envolvendo os pais e estes sentindo-se além de queridos necessários na escola fazem com que ela seja referência na comunidade em que está inserida!!!
domingo, 19 de abril de 2009
Semana Indígena
Como é difícil questionar estereotipos? Esta semana comecei a trabalhar a diversidade racial/cutural entre meus alunos da 4ª série e uma das coisas que me chamou atenção foi a imagem de índios que eles têm e mais: a imagem de índio que a maioria dos meus colegas ainda insistem e "trabalhar com as crianças": aquele de carinha pintadinha, sorriso puro, vivendo feliz na natureza.
Levei para sala de aula além de música sobre este tema, revistas, artigos de jornais, sugestões de sites, livros e iniciamos nosso trabalho sobre diversidade justamente com os índios, a motivação surgiu com o conteúdo de História sobre os primeiros habitantes do Brasil.
A turma se surpreendeu com o números de palavras que utilizamos e que são de origem tupi-guarani, além de constumes provinientes deste povo e que continua sendo nossos hábitos até hoje.
domingo, 12 de abril de 2009
Opiniões diferentes...
A aula presencial com o professor Fernando da Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICOS-RACIAIS NA EDUCAÇÃO SOCIOLOGIA E HISTÓRIA, foi maravilhosa, um pouco chocante, confesso, mas explico, porque na minha ignorância relacionava ao nome pomposo da disciplina como algo muito monótono. Mas monotonia realmente não tem nada haver com o professor. A leveza e o humor como o tema foi tratado serviu não só para prender a atenção, mas como para lançar um novo olhar em relação a essas Questões.
O que mais ficou gravado em mim foi algo importantíssimo, para nós educadores. “Podemos até ter nossos pré-conceitos, mas como professores públicos, prestando um serviço público, JAMAIS podemos promover qualquer tipo de preconceito”.
Parece óbvio e mais que sabido tal afirmação, porém não me refiro a apenas as questões raciais, mas as questões religiosas e artísticas, por exemplo, o fato de eu não gostar de um determinado tipo de estilo musical, não pode me impedir de trabalhar e discutir sobre ele se ele que faz com meus alunos se interesse, e por ai vai.
O que mais ficou gravado em mim foi algo importantíssimo, para nós educadores. “Podemos até ter nossos pré-conceitos, mas como professores públicos, prestando um serviço público, JAMAIS podemos promover qualquer tipo de preconceito”.
Parece óbvio e mais que sabido tal afirmação, porém não me refiro a apenas as questões raciais, mas as questões religiosas e artísticas, por exemplo, o fato de eu não gostar de um determinado tipo de estilo musical, não pode me impedir de trabalhar e discutir sobre ele se ele que faz com meus alunos se interesse, e por ai vai.
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