Patrícia_Tutora PEAD disse...
Nara para que a inclusão aconteça de fato, qual o papel da família, da escola e do professor? Vamos conversando... Abraços
A família deve ser menos omissa, mais persistente, e nisso a escola é grande aliada, pois deveria de fornecer aos pais que muitas vezes são pouco instruídos, argumentos e informações pertinentes, como leis, e serviços.
Acredito que haja tanto comodismo, receio de envolvimento, e pouca vontade de encarar desafios que acaba-se por deixar assim como está. Quando vi o filme e vi o rosto radiante de Jonas ao se deparar com crianças como ele e seu sorriso estampado, perguntei-me a respeito da inclusão.
É sem dúvida um assunto delicado e tenho certeza que está faltando mais informação por partre de todos e além disso estrutura para dar conta da demanda.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
*SEU NOME É JONAS"
Me emociono até com comerciais de supermercado e minha sensibilidade está flor da pele nestes últimos dias, então assistir ao filme "Seu nome é Jonas" deu-me a oportunidade de aproveitar e extravasar.
Jonas foi incompreendido desde seu nascimento. Considerado retardado, ficou praticamente isolado de sua família até aproximadamente 3 anos, nem ao menos seu irmão mais novo ele conhecia, quando retornou ao lar.
A mãe sentia-se numa teia de sentimentos em relação ao filho: frustração, impotência, culpa. E também o que a presença dele representava em casa quando os conflitos familiares começaram a surgir com a incapacidade de compreensão e sensibilidade do marido..
Na cena em que o menino quer um cachorro quente e ela não o entende e ele a agride, e a mãe o abraça chorando, a sua angustia misturou-se as lembranças, quantas vezes, quando temos filhos bem pequenos que ainda não conseguem se expressar não sentimos o mesmo?
Seguimos...
O pai, que quer ver de seus filhos fonte de orgulho e mostrar a toda a sociedade que seus frutos são os melhores e sem “defeito” não consegue lidar com a situação. Não creio que não ame seu filho, porém a incapacidade de comunicação deste o deixa sem conseguir lidar com a situação.
Os familiares, com exceção do avô materno, não consegue relacionar de maneira concreta com Jonas. todos esperam algo dele, uma reação, um entendimento, e este avô não espera nada, bem ao contrário, age de forma espontânea e somente com a alegria dele é capaz de transmitir ao menino um carinho que não é necessário palavras.
A escola Terapia da Palavra, considera a única forma de comunicação aceitável, a sonora e a leitura labial, restringindo as possibilidades. Tudo isso num ambiente que não favorece a alegria e interação entre todos, ocupando o aluno com exercícios de repetição.
Mesmo tendo passado algumas décadas, creio que a história ainda hoje se repete, na pele de outros personagens, mas infelizmente convivemos numa sociedade que excludente, que ainda não consegue se libertar de antigos dogmas, que vive seguindo um script incapaz de improvisar e incrementar.
sábado, 26 de setembro de 2009
* LIBRAS
Quero socializar minha satisfação no que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul está propondo em relação a inclusão de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, entre suas interdisciplinas no Pead. Infelizmente nem todos os centros acadêmicos a inclui em seu currículo.
Penso que os ouvintes e principalmente os educadores ouvintes devem ter mais conhecimento sobre esta parte minoritária da sociedade, mas que têm direito de conviver e se fazer entender como qualquer um. Os surdos possuem uma cultura que se expressa através de vários tipos de linguagem e a linguagem de sinais é uma delas, se expressam através da arte, dos juízos de valor, das motivações, etc., se agrupam, se organizam e se confraternizam, formando suas comunidades, é interessante observar quantas comunidades de surdos ou existem na internet.
Percebo, em como nos tornamos indiferente a todos aqueles que fogem do dito "convencional". Não penso que seja como maldade e preconceito, mas simplesmente deixamos para lá.
Seja como for, é necessário conhecer e respeitar
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