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domingo, 14 de junho de 2009

SOMENTE PELA EDUCAÇÃO

Kant diz que a época em que vivemos de civilização, porém não da verdadeira moralidade, Adorno também coloca sua preocupação e como solução apenas a educação. Uma boa educação humanizadora, que favorece a evolução do ser humano como um todo, não só no aspecto intelectual, mas também no emocional e social.

A escola deve impor limites? Com certeza, mas que se faça de forma em conjunto com a família, para que esta se faça presente e atuante.
Esta escola deve ser desafiante que deixe de lado um ensino que reproduz um sistema repressor e autoritário.

Kant fala em disciplina, eu amplio para disciplina com responsabilidade e afeto. Com responsabilidade, para que a disciplina não se torne castigos e afeto, pois só se educa com carinho.

Precisamos de uma educação que impeça novas Auschwitz? Não resta dúvida. Mas refletindo: por vezes não nos deparamos acuados, perdidos e indefesos? Não são raros os momentos que nos deparamos com noticiários de um povo inteiro que em nome de uma crença, acham-se no direito e com as bênçãos divinas de matar e morrer.
Milhões de pessoas vivem a baixo da linha de pobreza, sem a mínima condição de uma vida digna. Sem voz e sem vez elas perecem como vermes na terra. Largados a própria sorte não estariam elas como em Auschwitz? E diante de uma possível negação, reafirmo: A tal liberdade que estes miseráveis gozam, diferente dos nossos irmãos do Holocausto, está sim numa política educacional que QUEIRA INCLUIR, uma política social, não paternalista e assistencialista, mas que ensina a se desenvolver como um cidadão.

Porém educa-se mais com exemplos do que com falácias, a total falta de ética e moral por parte dos nossos representantes na política impedem que com mais rapidez, nossa sociedade evolua.
Que a educação consiga êxito nesta empreitada

segunda-feira, 1 de junho de 2009

EDUCAÇÃO APÓS AUSCHWITZ

Lembremo-nos que Auschwitz, foi um conjunto de quatro campos de concentração (1941-1944), construídos pelos nazistas para extermínio de judeus, na cidade polonesa de Oswiecim. Nas quatro câmaras de gás e fornos de incineração, chegaram a ocorrer 200 incinerações por dia. Em Auschwitz, eram realizadas experiências genéticas macabras utilizando os prisioneiros judeus como cobaias. Calcula-se que três a quatro milhões de prisioneiros foram assassinados nessas instalações, onde hoje funciona um “museu” do Holocausto!

Assim como Adorno, considero que somente através da educação (boa educação) é que poderemos modificar nossa sociedade. Não possuímos mais campos de concentração, é bem verdade, mas as barbáries humanas não se restringem a este espaço.
A falta de respeito pelo bem público, através da depredação, pichação também é uma forma de selvageria, a violência no trânsito, nos estádios de futebol e até mesmo dentro do lar, lugar que deveria ser de segurança e proteção, nos deparamos diariamente com noticiários da bestialidade humana se pronunciando contra crianças.

Não esquecer Auschwitz, é não esquecer do que o homem é capaz de fazer, é refletir sobre esta triste passagem da história da humanidade e promover mecanismos em que os bons valores sejam resgatados através da ética e solidariedade.

domingo, 26 de abril de 2009

"Alea jacta est": A sorte está lançada

O Clube do Imperador é um maravilhoso filme que nos leva a pensar em valores como a ética e em como a educação pode e deve colaborar para isso.
Esta mesma educação que tem a seu dispor uma mídia que quer por que quer , e acertadamente, um número cada vez crescente de crianças e erradicar de vez o analfabetismo do Brasil, talvez devesse se preocupar com a seguinte questão levantada pelo filme:" Que contribuição cada um de nós dará a história?"
Não seria interessante trabalhar na sala de aula sob este enfoque? Que tipo de reflexões deveríamos desenvolver com nossos alunos se não aquelas capazes de transformar e de instigar potencialidades?
Quando me refiro que tipo de contribuição, por favor não pensem que penso em produção em série de políticos, advogados, engenheiros mas sim de se simples cidadãos que saibam valorizar o convívio pacífico, ter integridade, serem capazes de entender que ganhar a qualquer preço não é vencer com dignidade e ter apropriação desta palavra.
Fica também um incrível conselho de Aristófanes citado num dos empolgantes diálogos do filme: "A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre."