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domingo, 30 de novembro de 2008

PARECER CNE/CEB Nº:4/2008


Comentário final


Confesso que no início da discussão sobre a obrigatoriedade escolar a partir dos 6 anos, fiquei reticente. Não seria prejudicar a infância ? Como seria a sistemática?
Mas após alguma reflexão ponderei: Só os mais carentes teriam este trauma? Os filhos dos mais abastados que conseguem matricula em escolas particulares e que já iniciam sua alfabetização e letramento em mais tenra idade, não são afetados?
Uma das causas da desigualdade educacional do país não começaria por ai?
Penso que o ensino obrigatório a partir dos 6 anos, observando e obedecendo este parecer se configurará num passo importante para uma educação de maior qualidade.

domingo, 16 de novembro de 2008

Revolta:ASSIM NÃO SE PODE SER PROFESSOR!



Não há como se calar diante da vergonha, do medo pelo qual os professores estão submetidos. Fiquei chocada, revoltada diante das palavras do colega Paulo pelo ocorrido em sua escola. Dias antes ao ir ao pólo de Gravataí fiquei sabendo de casos de violência naquela escola e agora isso!! Até quando ficaremos reféns de alunos que vêem à escola porque são obrigados ou com um único intuito de disseminar a violência, a perversão e as drogas?
A verdade é que não interessa se um professor é agredido física, moral ou emocionalmente, somos adultos e nossa missão é aguentarmos tudo, afinal, tadinho dos alunos tão coitadinhos, tão sem estrutura...tão pobres...
CHEGA!!!!
Quem está agindo e incentivando esses "coitadinhos" , são os projetos assistencialistas, com bolsa para tudo o que é coisa.
JUSTIÇA SOCIAL, DIREITOS HUMANOS PARA HOMENS DIREITOS!!
CHEGA DE CONIVÊNCIA!!
CHEGA DE SILÊNCIO!!
RESPEITO AOS PROFESSORES!!
RESPEITO A VIDA!!


Gestão Democrática sim, e valorização da vida do profissional de educação URGENTE!!!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gestão por competências

Na terça-feira, 21 de outubro, as Equipes Diretivas das escolas estaduais de Gravataí, juntamente com organizações de grande importância na sociedade:Brigada Militar, Companhia de Água da cidade, Corpo de Bombeiros, IPÊ, FGTAS, Polícia Civil, 28ª Coordenadoria Regional de Educação participaram do Seminário de Gestão Moderna. O grande foco neste seminário, foi a nova visão do que se tem a respeito das gestões públicas. Modificar e até mesmo quebrar paradigmas a respeito do que vem a ser dirigir órgãos públicos foi tema provocador deste Seminário. Há modificações que estão prestes a surgir, não se sabe ao certo se mudanças no Plano de Carreira, terceirização...mas fato é que elas existem e estão para chegar. O diretor da escola terá que se adequar a estas mudanças e entender que sua função é mais de articulador de que propriamente dirigir a escola, ele deverá ser capaz de identificar dentre os seus, as competências de cada um e saber onde melhor aproveitar estas competências. Não ficou claro a mim como o gestor poderá, legalmente fazer tais remanejos, já que a nomeação é algo legal.
Seja como for, percebo uma ruptura nas coisas como eram, como um funcionalismo público pouco envolvente e compromissado e surgir aos poucos um outro tipo de funcionários públicos: mais responsáveis e felizes com o que sabem, podem e devem fazer.

domingo, 19 de outubro de 2008

Merenda Escolarizada

Estava lendo os textos sobre pedidos a respeito da alimentação escolar e também FNDE e FUNDEB e gostaria de compartilhar minha experência enquanto escola estadual pública. Sou a responsável em minha escola por tudo que envolve merenda: cardápio (em conjunto com o Conselho Escolar )orçamentos, compra e prestação de conta. Nem sempre foi assim, o município é quem comprava os alimentos e distribuia as escolas.

A verba mensal, pela primeira vez, pelo menos que eu me lembre, atrasou no mês passado . A SEC e o FNDE discutem repasse de recursos federais para compra de merenda escolar .
Segundo a secretária, o FNDE insiste que o recurso seja gerenciado pelos Círculos de Pais e Mestres (CPM) das escolas, enquanto a SEC defende que a verba fique sobre a responsabilidade do diretor da instituição de ensino, como ocorre há vários anos no Estado.

“O mecanismo adotado pelo Rio Grande do Sul é mais seguro do ponto de vista do controle da aplicação do recurso público. Por ser um servidor, o diretor pode ser responsabilizado administrativamente no caso de haver o mau uso da verba. Dessa forma, a possibilidade de recuperação do recurso para sua real destinação se torna mais rápida e garantida”, avaliou a secretária estadual de educação, Mariza Abreu.

Seja como for, espero que a burocracia não prejudique aqueles que mais precisam: os alunos.

Referência:
Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul

domingo, 28 de setembro de 2008

Um dia de festa

Relembrando o tema participação na escola, quero comentar sobre um evento ocorrido na escola em que trabalho. Em agosto deste ano, na primeira semana de aula, foi realizada uma reunião com todos da comunidade escolar para promover a prestação de conta da Contribuição Espontânea do CPM do primeiro semestre de 2008. Pois bem, após a prestação iniciamos uma discussão sobre o que poderíamos fazer para angariar mais verbas para escola e decidimos por uma festa:O Chá da Primavera.Saiu nesta reunião várias frentes: grupo para a captação de doações, grupo para o dia da festa e etc.
Ontem (sábado,27)foi a realização deste evento, foi prazeiroso ver a escola lotada(literalmente), e todos envolvidos. Da 7 e 30 da manhã até as 19 horas, confesso que o cansaço foi enorme, porém ver a comunidade unida por um bem maior foi maravilhoso.
Em breve fotos...Aguarde!

domingo, 7 de setembro de 2008

SISTEMAS DE ENSINO

Na Constituição de 1988 da República Federativa do Brasil, tratou da organização a oferta da educação entre os três sistemas: federal, estadual e municipal.
Na prática, o que vemos em todas as cidades brasileiras é a responsabilidade por parte dos municípios para o atendimento da pré-escola e ensino fundamental, ensino fundamental e médio sendo responsabilidade dos estados e a União com o financiamento do sistema federal de ensino, no que diz respeito ao ensino superior, e de manter, prover as necessidades através do FUNDEF, que é Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério.
Através de parte da própria arrecadação fiscal, tanto os estados e municípios, devem investir e garantir as necessidades básicas na educação, descentralizando toda a responsabilidade da União. Fato garantido por lei.
Tratando de sistema de ensino e pensando nos três sistemas já citados o que aparentemente é uma divisão, na realidade, não se configura já que os três sistemas devem agir em colaboração. Entendo e defino sistema como um elemento que possui suas competências, atribuições, articulações, mas que sendo parte de um todo deve agir em consonância e em colaboração com cada um dos demais sistemas. Na mesma Constituição, a de 1988, houve a determinação para que houvesse a elaboração dos planos plurianuais nacionais de educação.