segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Início do último semestre

Só para constar:
Estava sem internet



A caminhada peadiana está quase a se esgotar. Faltando pouco a percorrer neste caminho e é necessário se voltar para o Trabalho de Conclusão de Curso.
Sobre o que fazer eu já sei: “ Sobre as tecnologias da informação e comunicação na educação”, porém gostaria de investigar sobre especificamente:
*As inovações pedagógicas se constituem numa necessidade relevante?
*Quais os entraves que as inovações tecnológicas encontram para chegar aos alunos das escolas da rede estadual de ensino gaúcho?
Pensando...

sábado, 26 de junho de 2010

Uma contaminação do bem

Na escola em que trabalho somos duas peadianas e é costume nos duas utilizar computador com os alunos nas mais diferentes oportunidades, o interessante é que cada vez mais e graças ao recurso dos computadores portáteis é possível que mais e mais colegas sigam nosso exemplo. Somos agora 6 que privilegia esta ferramenta em nossos planejamentos. O que percebo é que um incentivo extra do governo estadual de financiar computadores portáteis, irá fazer com que mais e mais professores se contaminem com esta nova onda.

É tão bom notar que algumas mudanças no cotidiano da escola tem tomado forma. De modo tímido a píncípio, mas não tenho dúvida o quanto isso torna corriqueiro.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Planejar: segurança e tranquilidade

A cada situação comprovo que planejar facilita e muito a vida de qualquer professor. Explico: Tenho o costume de aos sábados me dedicar ao Pead e ao planejamento semanal de minha turma, e assim foi. Mas eis que um imprevisto me desorienta, por alguns dias.Tive um incidente com um animal e precisei tomar todas as vacinas, algo que a princípio deveria ser fácil, se transformou em complicações diversas.
Mas o que quero é comentar minha tranqüilidade em poder deixar um planejamento claro, previamente elaborado e com continuidade, bastando pequenas observações ao pé da página e a pessoa que ficou com a turma não teve nenhuma dificuldade na minha ausência.
Meu comentário inicial é um contraponto com fatos reais e não isolado de colegas que “teu seu planejamento na cabeça”, ostentam uma pseudo competência, que seja ser irritante.E ainda exigem de seus alunos, organização em cadernos.
Acredito que temos que registrar observar, rever e repensar cada planejamento, inclusive com a certeza que somos simples mortais e, portanto passíveis de situações imprevistas. E mais acho muito importante o que minha escola adota: o planejamento avulso.
Finalizo crendo mais uma vez, o quanto, elaborar planejamentos, inclusive para situações adversas, é indispensável.

sábado, 12 de junho de 2010

Projetos de Aprendizagem- é possível e é fundamental!!

Confesso que quando iniciamos a estudar sobre os Projetos de Aprendizagem e como seria em desenvolvê-los em sala de aula, eu tinha receio de como seria na prática, ou melhor na minha prática. Antes mesmo de iniciar o estágio , surgiu a oportunidade de fazê-lo em sala de aula e o receio inicial deu lugar a contínuas surpresas e compreensões:

Trabalhar com P. As tem a cada momento de agrupamento uma experiência transformadora. Os trabalhos de cada grupo, só emperram na hora de transcrever para o computador, pela falta de máquinas para demanda que tenho, porém alguns arranjos foram combinados e alguns alunos estão indo em lan house e me enviando por e-mail.
Sem dúvida promover a aprendizagem desta forma em que os próprios alunos se sintam motivados pelo assunto que sentem curiosos faz com que a busca pela informação, a interação entre os colegas a troca de experiências, a construção da autonomia e a convivência de forma harmoniosa com o colega revelam um tipo de aprendizagem que extrapola conteúdos e saberes científicos, mas é, sobretudo a construção do conviver. Reler o texto Aprender com os outros, interagindo nos Projetos de Aprendizagem da Doutora em Informática na Educação/UFRGS, Luciane M. Corte Real, fez com que a teoria tomasse a forma prática, conseguindo perceber que mesmo em condições não tão adequadas é possível provocar situações que favoreça esse tipo de aprendizagem. É óbvio que tal forma de incentivar a construção de conhecimento, dá muito mais trabalho ao professor que a forma tradicional de ensinar, mas não há como negar a significação que é para o aluno ir em busca do conhecimento.

sábado, 5 de junho de 2010

Retrospectiva x Perspectiva

Sabádo, frio e após um feriadão que veio bem a calhar para que recarreguemos as baterias e fico a pensar nesta trajetória quase concluída neste curso.
Na terça-feira em aula presencial, a professora Jaqueline pontuou esta necessidade de registrar aqui as transformações para a formação em quanto docente. Então esta semana que passou de apenas três dias e que me deixou em contraditórios sentimentos, ora oscilando entre a felicidade e a angústia de não dar tempo suficiente para as atividades planejadas...
Tenho dificuldade de associar minhas concepções aos teóricos, embora sinta que esta preocupação na eficiência de um planejamento profícuo, preocupado de o quê, para quê e para quem, presente na leitura Planejamento: em busca de caminhos de Maria Bernadette Castro Rodrigues do semestre anterior, seja algo norteador e constante em meus planejamentos. Assim como para Arroyo (1994), a necessidade vital de priveligiar a integração entre sala de aula e realidade tem sido minhas preocupações na hora de repensar minha prática. E mais que isso em minha fala diária com meus alunos e na troca que se estabelece.
Quando aqui sentada, e digitando este texto reparo em alguém que ainda engatinha neste ofício, porém com maior subsídios e potencialidades sendo desenvolvidos. Uma prática docente bem mais rica do que há 4 anos, mais diversificada, mais reflexiva e crítica.
Faltando apenas uma semana para a conclusão deste estágio, sinto-me feliz, mas com a sensação de que a vida é um estágio, e que estamos sempre aprendendo com os outros formando uma rede com diferentes realidades e olhares sobre a mesma me fazendo crer que uma educação responsável, crítica, exigente e transformadora é possível.

sábado, 29 de maio de 2010

QUESTÕES ÉTNICOS RACIAIS II

Em construção
Patrícia_Tutora PEAD disse...
Sim Nara, interessante essa sua linha de raciocínio. E qual foi a receptividade dos alunos em relação ao assunto?Se quiser desenvolver...

Desenvolvo, sim!

Acredito piamente em que a escola tem uma função importantíssima na prática de eliminar o pre conceito e o rascismo. Quando desde muito pequenos esclarecemos distorções históricas, estamos contribuindo não só para a verdade, mas também para desmistificar conceitos.
Meus alunos oscilando em idades de 10 a 12 anos tiveram uma reação de surpresa . Sei que são concepções difíceis de desruir, e na verdade há que haja por parte dos professores mais apropriação do assunto, pesquisa mesmo!!! E mais: realizar formação de professores sobre o assunto, proporcionar momentos de esclarecimento inclusive aos pais, por que não?

Penso que plantei uma sementinha...

domingo, 23 de maio de 2010

QUESTÕES ÉTNICOS RACIAIS

No sexto semestre refletimos sobre as Questões Étnicos Raciais em uma discplina ministrada de forma brilhante pelo professor Fernando Seffner e hoje volto não só a reler, mas contextualizar sua fala e minhas impressões em minhas aulas. Quando no dia 19 de abril montaram um mural alusivo a data de forma estereotipada eu falei nas sala dos professores a minha proposta de trabalho para este "data comemorativa", desde início de abril que em história trabalhamos os diferentes grupos indígenas aqui do R.S, seus costumes, e muito do que temos hoje, não só de língua, mas tradições devemos graças aos índios. Não pintamos indiozinhos felizes de arco e flecha na mão. Refletimos sobre as consequencias da dominação europeia sobre este povo.

Lemos um trecho do depoimento dado por Maninha Xukuru que participou de uma organização de marcha de protesto ( Jornal Folha de são Paulo, 9/04/2000). Trecho contido no livro de história da turma. ( A Escola é Nossa, página 17)

Assim se fez com o 13 de maio, conversamos sobre o que é discriminação em geral, diferenciamos escravidão e racismo no contexto histórico.
Logo em seguida na disciplina de história nos aprofundaremos mais a respeito da vinda dos africanos para o Brasil então é necessário rever certas posturas e conceitos que tínhamos até certo tempo.
Voltei a fala do sociólogo Demétrio Magnoli.
"Quando se fala em escravidão nas escolas temos que ter muito cuidado para não parecer que uma etnia escravizou outra, mesmo porque quando os portugueses trouxeram os negros africanos para o Brasil foram porque estes foram comprados de reis igualmente negros da África. Então a escravidão não pode ser visto sob o enfoque racial, mas sim econômico, quem tinha dineiro comprava inclusive pessoas."
Penso que plantando esta ideia de que escravidão e discriminação racial são duas concepções diferentes, favorecem uma construção de aspectos da história que desmitificam o rascimo branco x preto.