Em construção
Patrícia_Tutora PEAD disse...
Sim Nara, interessante essa sua linha de raciocínio. E qual foi a receptividade dos alunos em relação ao assunto?Se quiser desenvolver...
Desenvolvo, sim!
Acredito piamente em que a escola tem uma função importantíssima na prática de eliminar o pre conceito e o rascismo. Quando desde muito pequenos esclarecemos distorções históricas, estamos contribuindo não só para a verdade, mas também para desmistificar conceitos.
Meus alunos oscilando em idades de 10 a 12 anos tiveram uma reação de surpresa . Sei que são concepções difíceis de desruir, e na verdade há que haja por parte dos professores mais apropriação do assunto, pesquisa mesmo!!! E mais: realizar formação de professores sobre o assunto, proporcionar momentos de esclarecimento inclusive aos pais, por que não?
Penso que plantei uma sementinha...
sábado, 29 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
QUESTÕES ÉTNICOS RACIAIS
No sexto semestre refletimos sobre as Questões Étnicos Raciais em uma discplina ministrada de forma brilhante pelo professor Fernando Seffner e hoje volto não só a reler, mas contextualizar sua fala e minhas impressões em minhas aulas. Quando no dia 19 de abril montaram um mural alusivo a data de forma estereotipada eu falei nas sala dos professores a minha proposta de trabalho para este "data comemorativa", desde início de abril que em história trabalhamos os diferentes grupos indígenas aqui do R.S, seus costumes, e muito do que temos hoje, não só de língua, mas tradições devemos graças aos índios. Não pintamos indiozinhos felizes de arco e flecha na mão. Refletimos sobre as consequencias da dominação europeia sobre este povo.
Lemos um trecho do depoimento dado por Maninha Xukuru que participou de uma organização de marcha de protesto ( Jornal Folha de são Paulo, 9/04/2000). Trecho contido no livro de história da turma. ( A Escola é Nossa, página 17)
Assim se fez com o 13 de maio, conversamos sobre o que é discriminação em geral, diferenciamos escravidão e racismo no contexto histórico.
Logo em seguida na disciplina de história nos aprofundaremos mais a respeito da vinda dos africanos para o Brasil então é necessário rever certas posturas e conceitos que tínhamos até certo tempo.
Voltei a fala do sociólogo Demétrio Magnoli.
"Quando se fala em escravidão nas escolas temos que ter muito cuidado para não parecer que uma etnia escravizou outra, mesmo porque quando os portugueses trouxeram os negros africanos para o Brasil foram porque estes foram comprados de reis igualmente negros da África. Então a escravidão não pode ser visto sob o enfoque racial, mas sim econômico, quem tinha dineiro comprava inclusive pessoas."
"Quando se fala em escravidão nas escolas temos que ter muito cuidado para não parecer que uma etnia escravizou outra, mesmo porque quando os portugueses trouxeram os negros africanos para o Brasil foram porque estes foram comprados de reis igualmente negros da África. Então a escravidão não pode ser visto sob o enfoque racial, mas sim econômico, quem tinha dineiro comprava inclusive pessoas."
Penso que plantando esta ideia de que escravidão e discriminação racial são duas concepções diferentes, favorecem uma construção de aspectos da história que desmitificam o rascimo branco x preto.
domingo, 16 de maio de 2010
JOGOS EM SALA DE AULA
O ser educadora é algo que vai se aprimorando com o passar dos dias, dos anos, após reuniões pedagógicas, de leituras, de palestras, oficinas e aprimoramento de toda sorte. E muito deste ser professora foi sendo construindo do ser aluno. Eu sempre tive em mente os modelos de professores que tive e que gostaria de seguir e quais não gostaria de em me transformar.
Na minha trajetória como aluna não tive grandes mestres com dons artísticos, e não me recordo de nenhum momento com jogos dentro da sala de aula, mas lembro muito bem de uma terceira série em que tinha as paredes e pasmem, o teto tão repleto de cartazes, avisos, enfeites que me oprimiam. Talvez por isso ( me perdoem a análise de uma leiga) que eu tenha tantas dificuldades desenvolver estes aspectos em sala de aula. Só fui me aperceber disso quando o professor Paulo que visitou minha sala na 6ª feira, indagou sobre os cartazes que haviam.
Nas paredes o básico, que julgo ser necessário, além dos murais de geografia e ciências que são fixos.
Quanto aos jogos, sinto que durante este curso de graduação é que estou tendo a coragem de inserí-lo em meu planejamento.
Sempre me senti muito insegura achando que tornaria uma aula bagunçada demais, a eterna crença que professor deve ter o controle absoluto de tudo...
Voltando aos estudos e as leituras me deparei PIAGET (1967)citando , “o jogo não pode ser visto apenas como divertimento ou brincadeira para desgastar energia, pois ele favorece o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e moral”.
Como poderia me eximir da grande responsabilidade que me cabia em não incluir tal recurso em sala de aula??
Tive que construir em mim algo que não nunca tive, mas que nenhum aluno tinha culpa disso.
Notei o prazer com que os alunos se lançaram aos jogos e não me refiro ao fascínio do jogo no computador, o Bingo também bem apreciado e mais o quanto de informações é possívem obter com tal atividade: quem ainda tem dificuldade em abstrair, na agilidade de cálculo mental, na atitude e postura ética como jogador ao (des)respeitar as regras, na cooperação com o colega enfim em todos os aspectos.
Foi uma aula super gostosa, leve a tal ponto que nos esquecemos da hora...
sábado, 8 de maio de 2010
STOP II
Respondendo e comentando a indagação da tutora, quando me pergunta sobre que retorno me referia, explico:
Com a paradinha, e com a estratégia de mate-los ocupados com atividades variadas e que não dependesse muito de mim, foi possível me aproximar individualmente dos alunos. Numa sala repleta de crianças, fica complicado dar a cada um a atenção merecida. Conseguir chamar os alunos para sentar ao meu lado, me explicar a forma com que pensou fazer esta ou aquela atividade, me ajuda repensar outras estratégias de ensino. Alguns sentem a necessidade mais do que uma explicação individual, mas de alguém que o ouça, o olhe nos olhos, que converse apenas com ele.
Olhei cadernos, deixei recado. Isso mexe com cada um, se sentem valorizados no que fazem.
Tenho certeza que momentos assim são mais que importantes, são imprescindíveis.
Com a paradinha, e com a estratégia de mate-los ocupados com atividades variadas e que não dependesse muito de mim, foi possível me aproximar individualmente dos alunos. Numa sala repleta de crianças, fica complicado dar a cada um a atenção merecida. Conseguir chamar os alunos para sentar ao meu lado, me explicar a forma com que pensou fazer esta ou aquela atividade, me ajuda repensar outras estratégias de ensino. Alguns sentem a necessidade mais do que uma explicação individual, mas de alguém que o ouça, o olhe nos olhos, que converse apenas com ele.
Olhei cadernos, deixei recado. Isso mexe com cada um, se sentem valorizados no que fazem.
Tenho certeza que momentos assim são mais que importantes, são imprescindíveis.
domingo, 2 de maio de 2010
STOP!!!!
É importante em certos momentos, parar e respirar com calma e rever a trajetória percorrida. Explico: Semanas e semanas planejando, aplicando conteúdos novos, ensaios, datas comemorativas, dificuldades diversas e diárias, transformam a correria algo normal e quando nos deparamos o tempo passou!
Me dei conta deste ritmo e resolvi parar, direcionei um planejamento em que os alnos se utilizassem de recursos que pudesse me deixar mais livre para chamar um a um a minha mesa. Infelizmente o tempo não deixa que o assunto estrapolasse as dificuldades ou não de cada aluno. Gostaria de tempo extra para conversar mais sobre o pessoal de cada criança...mas enfim acredito que com o que fiz, já foi algo.
É indispensável repensar um planejamento que haja estas paradas, para refletir e rever como cada aluno está " digerindo" aqueles conceitos e definições.
Com este stop, atrasei em uma semana alguns conteúdos, mas não creio que houve prejuízo, muito ao contrário o retorno que obtive foi enriquecedor para meus próprios planejamentos.
sábado, 24 de abril de 2010
Tem coisas que me enervam...AFFFE
Esta semana, em meio a duas enxaquecas, foi difícil trabalhar, dedicar-me de corpo, já que a alma estava tranquila. Então comecei a refletir sobre uma frase num programa de TV que ouvi.
Entre os diálogos dos personagens, a esposa reclama do marido a respeito de reforma em casa, mas nenhum deles tinham tempo para ficar em casa e esperar o pedreiro, no meio da discussão ele diz que não pode faltar ao trabalho e ela diz que ele não entende que o trabalho dela também era importante e no meio da ironia de sua fala, ela diz:
" tem razão...tudo bem se eu faltar, que importância tem? sou só uma professora, não irá acontecer nada..." O diálogo segue entre ironias e discussões...
O QUE ESTÁ ACONTECENDO?
Nossa, eu vejo a dedicação de todos meus colegas de escola, todos sem exceção, dando seu melhor e acreditando no que faz. Se desdobram em mil... lutam bravamente contra um sistema político que marginaliza seus professores
Fazemos coisas na escola que não é de nossa competência, mas fazemos: festas, gincanas, rifas...tudo para suprir a parte financeira da escola, eu mesmo encabeço uma rifa para adquirir um data-show para a escola ( a propósito, é só R$ 1,00 e concorre uma linda cesta com produtos variados para presentear a mamãe)
E quanto a parte humana?
A minha escola não tem orientadora e nem supervisora, ora bolas...o mínimo que se quer é suporte pedagógico!!! Reuniões pedagógicas são realizadas, porém de forma deficiente, concentrando apenas em decidir como trabalhar os sábados letivos e arrecadar mais dinheiro.
Quero minhas 4 horas semanais para planejar, quero ter que me dedicar exclusivamente as dificuldades do meu aluno. Quero que ele tenha uma biblioteca que funcione e que possa "saborear" os livros, que possam pesquisar, e que a bibliotecária fique lá a disposição e não substituindo a tudo e a todos. Quero o bendito laboratório de informática que a 4 anos é prometido e até agora NADA, quero um(a) orientador(a) eficiente , um(a) supervisor(a) que seja atuante em sala de aula com o professor. Quero uma escola que possa se preocupar mais com o pedagógico e menos com o arrecadar dinheiro.
EXIJO SER TRATADA COM PROFISSIONALISMO E RESPEITO, É DESTA FORMA QUE TRABALHO!
Perdoem-me meu desabafo...Mas era o que eu tinha para hoje...
domingo, 18 de abril de 2010
PLANEJAMENTO
Minha postagem desta semana é uma reflexão sobre planejamento.
Voltei ao texto Planejamento: em busca de caminhos de Maria Bernadette Castro Rodrigues, revisitei sua fala. e me deparei com as 5 perguntas fundamentais:
1) O que é importante meus alunos aprenderem?
2) De que forma abordar estes conteúdos para estes sejam realmente significativos e interessantes?
3) Que recursos possuo para que seja alcançado meus objetivos de uma prática mais interessante?
4) Quanto tempo disponho para realização deste planejamento?
5) Qual a melhor e mais justa forma de avaliação?
E diante destas indagações, e diante das alterações do planejamento da 1ª semana, observo que o importante aos meus alunos naquele momento foi o interesse que surgiu a respeito de um autor diferente daquele que a escola queria que fosse trabalhado, o importante não era saber sobre Shakespeare, mas sobre Júlio Verne e a forma que foi abordada foi a mais natural possível, partiu de um interesse deles, é lógico que não penso em finalizar o assunto ainda, até mesmo o autor inglês possa a vir ser trabalhado. Mas o percebo de forma bem nítida, é o quanto é necessário ser flexível, não amputar as curiosidades, bem ao contrário, estimulá-las o máximo possível.
E só para seguir os itens acima, explico que o trabalho baseado na obra de Júlio Verne, Viagem ao Centro da Terra, teve uma colaboração e interesse maravilhoso pelos alunos, utilizamos filme, realizamos produções textuais, pesquisamos, montamos maquete e apresentamos ontem na exposição da Escola. Os alunos formam avaliados seguindo um critério amplo de observação feito por mim: a participação, o interesse, a cooperação entre os colegas, a realização e formatação da pesquisa realizada, ortografia, concordância verbal nominal, enfim a parte de linguagem como um todo.
1) O que é importante meus alunos aprenderem?
2) De que forma abordar estes conteúdos para estes sejam realmente significativos e interessantes?
3) Que recursos possuo para que seja alcançado meus objetivos de uma prática mais interessante?
4) Quanto tempo disponho para realização deste planejamento?
5) Qual a melhor e mais justa forma de avaliação?
E diante destas indagações, e diante das alterações do planejamento da 1ª semana, observo que o importante aos meus alunos naquele momento foi o interesse que surgiu a respeito de um autor diferente daquele que a escola queria que fosse trabalhado, o importante não era saber sobre Shakespeare, mas sobre Júlio Verne e a forma que foi abordada foi a mais natural possível, partiu de um interesse deles, é lógico que não penso em finalizar o assunto ainda, até mesmo o autor inglês possa a vir ser trabalhado. Mas o percebo de forma bem nítida, é o quanto é necessário ser flexível, não amputar as curiosidades, bem ao contrário, estimulá-las o máximo possível.
E só para seguir os itens acima, explico que o trabalho baseado na obra de Júlio Verne, Viagem ao Centro da Terra, teve uma colaboração e interesse maravilhoso pelos alunos, utilizamos filme, realizamos produções textuais, pesquisamos, montamos maquete e apresentamos ontem na exposição da Escola. Os alunos formam avaliados seguindo um critério amplo de observação feito por mim: a participação, o interesse, a cooperação entre os colegas, a realização e formatação da pesquisa realizada, ortografia, concordância verbal nominal, enfim a parte de linguagem como um todo.
Trabalho exposto em 17/04/2010.
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