domingo, 22 de novembro de 2009

*Reflexões II

A pedido:
Como havia mencionado na postagem anterior, minhas turmas estão em um projeto piloto em que envolve acesso ao computador e a Internet dentro da própria sala de aula.
O projeto referido, está contido no projeto da escola sobre literatura. A turma já tinha conhecimento de várias obras da autora Ruth Rocha e até mesmo fizemos buscas rápidas no Google sobre a autora, foi aí que a turma descobriu seu site que havia a possibilidade da própria autora contar uma história, a escolhida foi A Arca de Noé.
A reação foi muito interessante, ouvir uma narração pela pessoa que fez a história ...Jamais haviam experimentado algo semelhante.
A turma então escolheu o livro Bom Dia Todas as Cores e foi esta história que deciditam apresentar. Fato ocorrido antes da férias de julho.
Depois disso, as atividades envolvendo computador tem se dirigido a área da matemática, através de jogos, a ideia foi realizar na sala várias estações de jogos e uma delas é o computador.
Como disse no post anterior, ainda estou no início do uso desta ferramenta, pois sei que não posso cair no deslumbramento mas também creio que devo propiciar cada vez mais a incerção desta tecnologia entre os alunos, assim como a forma adequada de induzir isto.

domingo, 15 de novembro de 2009

*Reflexões

Fiquei pensando em minha trajetória como docente, antes e durante PEAD. Vejo o quanto é necessário repensar a prática docente, o que antes fazia por crer que era certo, ou por intuição ou por sugestão e embora muito se acerte, é bem diferente quando temos segurança e suporte teórico. Hoje reforço o que pensava a respeito de um planejamento bem elaborado e fundamentado, tendo claros os objetivos a serem alcançados e as estratégias para alcançá-los.
Meu planejamento, ainda está longe de ser perfeito, porém é visível minha preocupação em atender as necessidades dos alunos, propiciando formas de aproximar todas as formas de linguagem deles, quero socializar um projeto piloto que faço parte em minha escola, em que tenho em sala de aula um microcomputador com acesso a internet. Ainda estou engatinhando no uso desta ferramenta, porém penso no quanto pode vir a oferecer. Algumas das atividades que fiz, foi a contação de história pela própria escritora Ruth Rocha, disponível em seu site. Vocês não imaginam a surpresa e a admiração dos alunos, foi algo maravilhoso.

domingo, 8 de novembro de 2009

* COM OS OHOS DA ALMA II

Quando comentei no post anterior sobre respeitar e enxergar a individualidade humana como algo maravilhoso, me refiro ao exercício diário de se despir dos preconceitos, de todos eles, principalmente os mais internos. Olhar para aquele aluno sujinho, com a cabeça infestada de piolhos, unhas sujas e vê-lo como alguém tão digno de respeito quanto eu e qualquer um, vê-lo com tanto potencial quanto o outro ao lado que é perfumado e limpinho. Me deparo às vezes com a cegueira coletiva e providencial, assim como a surdez momentânea que faz com que pessoas que não se enquadram no dito adequado e simplesmente se tornam invisíveis e inaudíveis.
Pobres, negros, cegos, surdos, baixos, magérrimos, gordos, feios, todos são passíveis de rótulos e enquadramento, como mercadorias prontos a ser embalados...ou descartados.

domingo, 1 de novembro de 2009

* COM OS OLHOS DA ALMA...

O GAROTO SELVAGEM
Baseado no livro de Jean Itard, a história narra o drama de um garoto no final do século 18que supostamente nunca teve contato com a sociedade do mundo civilizado. Ele não anda como um bípede, não fala, não lê e nem escreve. O garoto é resgatado e passa a ser objeto de estudo de um professor , a fim de provar seu conhecimento da condição humana. O filme é baseado em fatos reais.

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Chamou-me a atenção a perseverança do médico/educador, que crê em seus objetivos, que mesmo não sabendo qual será o desfecho da história está pronto para continuar no dia seguinte e depois e depois, incansável, inseguro quanto ao que seu aluno irá responder e corresponder. Mas sem desistir.
Houve um doutor Itard uma vez, assim como um professor Grahan Bell, assim como a professora Anne Sullivan e tantos outros que abriram os olhos da alma para enxergar que a diferença pode ser algo maravilhoso quando compreendido e respeitado!

sábado, 24 de outubro de 2009

PROJETOS

Observando os vídeos "Possibilidades" e “Vamos passear na Vassoura da Bruxa Onilda?”, é fácil de identificar quão instigante é trabalhar por projetos. E como todo planejamento pedagógico bem elaborado se faz necessário estabelecer relações com o interesse dos alunos, as possibilidades de viabilidade da execução do planejamento. Gostei de observar também que é necessário prever no planejamento a flexibilidade, oportunizando aos alunos a intervenção sistemática neste processo. No vídeo “Vamos passear na Vassoura da Bruxa Onilda?”, a turma confeccionou o personagem principal do projeto (Bruxa Onilda) e cada aluno levou para casa para fazer um diário. Acredito que atividades como esta, são de extrema importância, pois envolve não só a criança mas toda a família e isso esta se tornado cada vez mais desafiador em nossos dias.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

*SEU NOME É JONAS"2

Patrícia_Tutora PEAD disse...
Nara para que a inclusão aconteça de fato, qual o papel da família, da escola e do professor? Vamos conversando... Abraços

A família deve ser menos omissa, mais persistente, e nisso a escola é grande aliada, pois deveria de fornecer aos pais que muitas vezes são pouco instruídos, argumentos e informações pertinentes, como leis, e serviços.

Acredito que haja tanto comodismo, receio de envolvimento, e pouca vontade de encarar desafios que acaba-se por deixar assim como está. Quando vi o filme e vi o rosto radiante de Jonas ao se deparar com crianças como ele e seu sorriso estampado, perguntei-me a respeito da inclusão.
É sem dúvida um assunto delicado e tenho certeza que está faltando mais informação por partre de todos e além disso estrutura para dar conta da demanda.

sábado, 10 de outubro de 2009

*SEU NOME É JONAS"

Me emociono até com comerciais de supermercado e minha sensibilidade está flor da pele nestes últimos dias, então assistir ao filme "Seu nome é Jonas" deu-me a oportunidade de aproveitar e extravasar.
Jonas foi incompreendido desde seu nascimento. Considerado retardado, ficou praticamente isolado de sua família até aproximadamente 3 anos, nem ao menos seu irmão mais novo ele conhecia, quando retornou ao lar.

A mãe sentia-se numa teia de sentimentos em relação ao filho: frustração, impotência, culpa. E também o que a presença dele representava em casa quando os conflitos familiares começaram a surgir com a incapacidade de compreensão e sensibilidade do marido..
Na cena em que o menino quer um cachorro quente e ela não o entende e ele a agride, e a mãe o abraça chorando, a sua angustia misturou-se as lembranças, quantas vezes, quando temos filhos bem pequenos que ainda não conseguem se expressar não sentimos o mesmo?
Seguimos...

O pai, que quer ver de seus filhos fonte de orgulho e mostrar a toda a sociedade que seus frutos são os melhores e sem “defeito” não consegue lidar com a situação. Não creio que não ame seu filho, porém a incapacidade de comunicação deste o deixa sem conseguir lidar com a situação.
Os familiares, com exceção do avô materno, não consegue relacionar de maneira concreta com Jonas. todos esperam algo dele, uma reação, um entendimento, e este avô não espera nada, bem ao contrário, age de forma espontânea e somente com a alegria dele é capaz de transmitir ao menino um carinho que não é necessário palavras.

A escola Terapia da Palavra, considera a única forma de comunicação aceitável, a sonora e a leitura labial, restringindo as possibilidades. Tudo isso num ambiente que não favorece a alegria e interação entre todos, ocupando o aluno com exercícios de repetição.

Mesmo tendo passado algumas décadas, creio que a história ainda hoje se repete, na pele de outros personagens, mas infelizmente convivemos numa sociedade que excludente, que ainda não consegue se libertar de antigos dogmas, que vive seguindo um script incapaz de improvisar e incrementar.